Pela Laguna di Venezia – Murano, Burano, Torcello.

Escrito por Márcia Regina Falcioni Pinesso

Bom, já que não é possível conhecer as 118 ilhotas de Veneza em três dias, vamos começar por três: Murano, Burano e Torcello.

Para conhecer as belas paisagens precisamos do transporte fluvial. Antes de comprarmos os bilhetes escolhemos o melhor roteiro, custo, horários de partida e retorno.

Chegamos em Veneza pelo transporte terrestre, nos dirigimos para o local de onde sairia o vaporetto. Quando o avistamos percebemos que o piloto era muito bom. Realizou as manobras com perfeição. Nos sentimos seguros. Vamos nós então, três adultos, duas crianças, clima bom. Entramos no barco, outros passageiros também se acomodaram. Logo recebemos a presença da guia turística. Uma linda ragazza querendo saber o idioma dos passageiros. No nosso caso, optamos pelo castelhano que estamos mais acostumados aqui no Brasil.

Lá vai o vaporetto pro primeiro destino, Muraro. Nossa guia nos dando as informações dos locais por onde passávamos. Aos poucos íamos percebendo quantas histórias as margens das águas. Fomos vendo também que haviam moradores naqueles pedaços de terra, rodeados de águas.

Chegamos a primeira ilha, Murano, o desembarque foi em uma fábrica de vidros daquela localidade. Participamos de uma demonstração de como são feitas as peças em vidro. Muito interessante. Visita rápida, apenas o tempo de ver a demonstração e comprar objetos no interior da loja.

Seguindo para o segundo destino: Burano. Em Burano, chegamos no horário do almoço. Pouco tempo tivemos para fazer a refeição e conhecer as lojas de artesanato. Nas lojas, muita roupa estilo indiana, igrejas e um Museu. Poucos habitantes, aproximadamente três mil. A ilha vive do turismo.

Voltamos para o vaporetto que já estava com o motor ligado para o terceiro e último destino: Torcello. Em Torcello chegamos no por do sol e nesta pequena ilhota tínhamos apenas 15 minutos para conhece-la. Sem perder tempo fomos adentrando por uma passarela ao lado de um córrego. Corredor longo, o tempo passa rápido. Algumas fotos, umas observações da paisagem, umas igrejas, umas barraquinhas com lembranças do local. Pouco conhecemos desta ilha. O que levamos de mais significativo foi o lindo por do sol.

No vaporetto, voltando pra Veneza, apenas as lembranças, o barulho do motor, o silêncio da tripulação cansada, talvez todos estivessem mesmo era assimilando um dia corrido, mas exageradamente encantador.