Milão, uma cidade moderna.

Escrito por Márcia Regina Falcioni Pinesso

Olá pessoal, nosso destino hoje é Milão. Milano para o povo italiano.

Ficando uns dias por lá, a gente fica em dúvida de como se referir a cidade.

Nosso encontro com Milão foi bem interessante. Passamos por Roma e nos apaixonamos pela Bela Roma, passamos por Veneza e saímos de lá como quem anda sobre nuvens. Agora chegou a vez de explorar a cidade moderna, com transporte arrojado, povo apressado, gentil, prestativo. E olha que não podíamos recusar nenhuma ajuda oferecida. Escadarias para subir e descer o carrinho com o bebê, ora nas estações do metrô para chegar ao hotel, ora para irmos à praça Duomo, para o parque Indro Montanelli, para cidade de Lecco, para lago di Como. Por várias situações desejávamos estar viajando apenas com as mochilas nas costas, mas exageramos na bagagem, então vamos procurar elevador ou contar com a ajuda do cidadão italiano. No começo, agradecíamos a ajuda oferecida e nos arranjávamos como dava, depois começamos a aceitar a gentileza.

Observamos que o povo italiano é muito prestativo. No metrô, nos sentíamos incomodados quando estávamos sentados e embarcava um idoso ou uma idosa. As idosas aceitavam o assento cedido, os idosos não, sempre agradeciam e faziam o percurso de pé mesmo.

Em Milão nos encantamos com o transporte pelos trilhos, desta vez, o metrô. O transporte metroviário tem quatro linhas em Milão: a linha amarela, linha vermelha, linha lilás e linha verde. Sabíamos que para chegarmos ao Hotel Ágape tínhamos que pegar a linha verde, sentido Gessate. Nosso destino era a estação Crescenzago. Da estação mesmo avistávamos o hotel. Foram muitas idas e vindas para o destino Piazza del Duomo. Lugar maravilhoso, com muito atrativo para quem passa por lá.

A Catedral Duomo é maravilhosa e quando o sol vem ao seu encontro, fica mais bela, reflete os raios do sol, parece ser uma construção coberta de ouro. A imagem brilhante que vemos numa das torres é a madonina, uma estátua da Virgem Maria que virou símbolo da cidade de Milão. Uma curiosidade sobre a estátua é que durante o período da Segunda Guerra Mundial ela foi coberta com um pano verde/cinza para não ser alvo fácil das forças inimigas, e não é que a estratégia deu certo! Madonina sobreviveu a guerra intacta.

Para irmos ao parque Indro Montanelli, localizado em Porta Veneza, em frente a Galeria de Arte Moderna, pegávamos a linha vermelha. Não é um parque muito frequentado pelos turistas, mas como em todos os espaços da Itália, tem histórias pra contar, seja nas áreas livres, nas construções, nas estátuas, nas placas indicativas. As crianças se divertiram muito nos brinquedos do parque, fizeram amigos e foi difícil convencê-las que era hora de voltar para o hotel.

Milão nos lembra muito a cidade de São Paulo. O povo está sempre correndo para não perder o transporte público, para trocar de linhas, para acessar outros sistemas de transportes urbanos. Nós estávamos turistando, mas o povo italiano estava correndo para o trabalho, os estudantes para as escolas, e os turistas para os passeios em busca de conhecer a beleza natural e construída também.

No final do dia parece que todos marcam encontro na Piazza Duomo. O lugar é bem movimentado, as pessoas mostram-se mais relaxadas e não tem muita correria não. As pessoas visitam as lojas da Galeria Vittorio Emanuelle II, fazem compras nas lojas e nas bancas de revistas e de lembranças do local. Os bares e restaurantes começam a receber um número considerável de clientes e os músicos ocupam os espaços na praça com seus instrumentos musicais e estilos diferentes.

Sabe um local que traz uma sensação muito boa? Nós estávamos de férias, despreocupados com os afazeres cotidianos, mas não era só isto, era um sentimento de calmaria, de segurança, não nos sentimos inseguros, com medo do desconhecido em nenhum momento.

A noite passa depressa, o relógio marca a hora de voltarmos pra estação, afinal o último metrô tem horário e não podemos perder.

Descansar é preciso. Afinal, enquanto o sono não chega, um bom exercício mental é refazer os caminhos por onde passamos e relembrar as aventuras vividas. Até breve!