Galeria Vittorio Emanuele II – arte por toda parte

Escrito por Márcia Regina Falcioni Pinesso

Olá pessoal, convido vocês para darmos um passeio pela história da construção da Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão na Itália. A foto mostra parte do glamour do local, mas nós que gostamos de entender a origem das coisas fomos buscar na história um pouco de informações sobre essa obra prima.

A construção da Galleria Vittorio Emanuelle II, foi iniciada em 1865 e oficialmente inaugurada no ano de 1867. O projeto da obra foi escolhido em um concurso promovido para este fim. O vencedor foi o arquiteto Giuseppe Mengoni que se inspirou no Grand Palais existente na França. O Grand Palais era uma grande construção que abrigava o comércio e o lazer, totalmente isolado dos grandes fluxos das ruas. Balzac, grande escritor francês, descreveu o Grand Palais como um mundo alto suficiente, com suas galerias sem fim, pátios, jardins, cafés, teatros e apartamentos. O espaço era público, mas administrado pela iniciativa privada.

Dois materiais foram fundamentais para a arquitetura da obra, o ferro e o vidro. O ferro possibilitou as arcadas dos pilares de construção, o que garantiu uma amplitude maior para o espaço, ao mesmo tempo que garantiu ventilação e iluminação natural. Os vidros e as venezianas também foram fundamentais para isso.

A Galleria Vittorio Emanuelle II é bela do piso ao teto. Podemos dizer que é obra de arte por toda a parte. Se no teto, o ferro, o gesso e o vidro são usados para representar continentes e imagens sacras, no piso, o mármore e as pastilhas são os materiais que mostram os mosaicos.

Na 2ª Guerra Mundial a galeria foi praticamente destruída, os vidros foram totalmente quebrados e a estrutura de metal muito danificada. A obra foi totalmente restaurada nos anos de 2014 e 2015. A preservação do patrimônio cultural faz parte da cultura européia. O povo europeu demonstra um sentimento de pertencimento a cultura, não somente aos museus, as paisagens naturais ou a literatura, mas em toda forma de manifestação cultural.

Não é por acaso que a galeria abriga grandes marcas, como Prada, Gucci, Moschino, Versace. Alguns cafés bem tradicionais, como o Caffè Camparino, criado por Gaspard Camparini em 1867, que preserva até hoje a tradição aperitivo (que já vimos o significado em post anterior). A livraria Bocca e o Hotel  Town House Galleria (classificado como sete estrelas), também estão presentes na galeria. Em nossa pesquisa descobrimos um B.O (zinho) com o Mc Donald na Galeria. Após permanecer por 20 anos no local, a empresa foi convidada a se retirar para dar lugar a mais uma unidade da Prada. Depois de algumas discussões, até judicial, tudo ficou resolvido e então o lanche pode ser saboreado também no lugar onde o luxo impera.

Sabia que os Shopping Center vieram depois das galerias? Então, as galerias são diferentes de shoppings centers, os últimos segundo Richard Nelson, são estabelecimentos caracterizados por um edifício ou um conjunto bem coordenado de edifícios, sob um único dono ou controlador, contendo variado número de lojas, com estacionamento para clientes e ricamente ornamentados. Portanto, a beleza é fundamental, seja para um ou seja para o outro.

Depois destas informações, fico observando as construções por onde passo. Aqui onde moro não tem muitas construções arcadas não, mas o ferro e o vidro são bem utilizados por aqui, mas na capital do meu Estado, a cidade de Curitiba tem o Jardim Botânico e a ópera de Arame que apresenta uma arquitetura bem arcadinha...é pra lá que eu pretendo ir nas próximas férias escolares. Até breve!