Bellagio, muito mais do que um “Belo Lago”

Escrito por Márcia Regina Falcioni Pinesso

Navegar pela Itália não é nenhum sacrifício, muito pelo contrário, é um prazer se locomover por águas tranquilas. Além de nos levar para novos lugares, culturas diferentes, novos desafios, nos possibilita um encontro conosco e com a natureza. Natureza que revigora a alma, que nos mostra a centralidade da vida. Que nos revela a grandeza do Criador.

Bellagio foi o último destino de nossa viagem pela Itália. Saímos de Milão com transporte ferroviário em direção a Varenna, uma comuna situada ao extremo norte da região da Lombardia, província de Lecco. Quando a avistamos não exitamos em fazer a seguinte afirmação: "Não teria nenhuma dificuldade em morar num cantinho qualquer da Itália".

Mal sabíamos que a comuna tem um pouco mais de 800 habitantes. Fator que deve fazer muita diferença nas escolhas depois de uma certa idade.

O Vaporetto segue pelas águas Di Como, enquanto nós apreciamos a paisagem. Em um determinado momento estamos de frente a cadeia montanhosa mais alta e mais extensa, situada inteiramente na Europa, os Alpes.

Nosso destino é Bellagio, uma pequena comuna, com aproximadamente 3.000 habitantes, que recebe este nome exatamente por estar no "Belo Lago".

Bellagio, está situada na região da Lombardia, província Di Como, localizada no ponto extremo do triângulo lariano, na península que divide o Lago Di Como em dois braços meridionais. Ao oeste está Como; ao leste, Lecco e ao norte, Bellagio.

Desembarcamos em Bellagio, andamos despreocupados pela comuna. As ladeiras, as calçadas floridas, o trenzinho levando os turistas para conhecer os pontos mais altos.

Nós, apreciando o lago, as plantas, a paisagem ao redor.

Hora de fazer a refeição principal, não nos prendemos muito ao relógio. Quando a fome chega, entramos num restaurante, escolhemos o cardápio e pronto. Mais uma delícia da culinária italiana.

O tempo não pára. Poderia passar mais devagar, mas... quando nos damos conta, hora de retornar a Estação em Varrena, o trem não atrasa e nós temos um bom pedaço de chão pra caminhar.

Confesso que me encantei com os passeios de trem pela Itália. A duração da viagem é pouco mais de 1h e a paisagem pela janela do trem é muito gratificante. Grande parte do trajeto é ladeado pelos lagos de Lecco e de Como. As áreas rurais e urbanas também tem seus encantos.

Passamos pela cidade de Monza e lembramos das corridas de fórmula 1. Como não lembrar dos nossos queridos pilotos Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi e Rubens Barrichello. Todos venceram em Monza. O primeiro em 1990, o segundo em 1972, sendo o primeiro brasileiro a conquistar um título no mundial de Fórmula 1 e o Rubinho que venceu em 2004.

Um detalhe, o trem de volta a Milão, estava totalmente lotado. Nós, preocupados se teríamos que viajar de pé, pois era o último trem do dia, fomos convidados a voltar de primeira classe.

Saudades, saudades, saudades... até breve Itália!